Boas práticas de volta ao trabalho em restaurantes, cafeterias e serviços de alimentação com atendimento ao público

O segmento de alimentação fora do lar sentiu o impacto pela disseminação do novo coronavírus, já que muitas pessoas, seguindo recomendações das autoridades de saúde, estão evitando sair de casa como forma de se protegerem. A pandemia de coronavírus pelo mundo acendeu um sinal de alerta no setor de alimentação no país – quais medidas tomar para garantir a segurança dos clientes e colaboradores do seu negócio?

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) lançou recentemente um material de boas práticas contra o coronavírus. A cartilha é um guia de recomendações de higiene e relacionamento contra o coronavírus no setor de alimentação fora do lar. A indicação é que o material seja colocado em lugar de evidência para que os clientes também tenham acesso às informações. A entidade também lançou o selo “Restaurante Responsável”, para identificar estabelecimentos que aderiram às medidas preventivas de combate ao vírus.

Os cuidados de higiene e as medidas relacionadas a limpeza, salubridade e sanidade já são exigências que os estabelecimentos alimentícios tinham que seguir antes da pandemia. O licenciamento deles com relação a órgãos competentes como a Vigilância Sanitária já dotava essas instituições de práticas importantes relacionadas a higienização. Licenças como Licença Sanitária, Alvará de Funcionamento, Certificado de Acessibilidade e Certificado de Aprovação do Corpo de Bombeiros (AVCB/ CLCB) são exemplos de documentos que tornam esses estabelecimentos regulares e certificam a solidez dos mesmos

O serviço de delivery, que é apontado como um dos modelos que deve crescer durante este período de pandemia e se mostrou uma alternativa ao setor de alimentação, também deve ser cercado de cuidados. Como a expectativa é de aumento nos pedidos e de mais restaurantes adotando a modalidade para compensar as perdas no salão, a prevenção deve ser reforçada.

Do ponto de vista da comida e do manuseio dos alimentos, o setor sempre foi especialista em práticas de higiene. O que acontece agora é que os cuidados vão também no relacionamento entre os clientes e os colaboradores, buscando as boas práticas de convívio de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Seguem abaixo as recomendações e boas práticas que estabelecimentos do setor alimentício devem adotar para garantir salubridade e sanidade.

As sugestões e recomendações estão descritas por ambientes do estabelecimento:

1. Salão/ Área de atendimento:

  • Uso de máscaras e luvas por toda a equipe de colaboradores. Instruí-los sobre a correta utilização, realizando a troca no mínimo a cada 4h de trabalho ou sempre que se fizer necessário;
  • Realize o controle de entrada e saída dos clientes a fim de evitar aglomerações;
  • Atentar-se às legislações municipais e estaduais que determinam o uso obrigatório de máscaras, inclusive para clientes, podendo ser retiradas somente para comer e beber;
  • Recomenda-se a higienização das mãos dos clientes na entrada do estabelecimento;
  • Disponibilizar luvas plásticas descartáveis e álcool gel 70% próximos dos alimentos de autosserviço;
  • Limpeza reforçada com a lavagem constante das mãos dos garçons e a disponibilização de álcool gel 70% em todas as mesas;
  • Separação mínima de 1 metro entre cadeiras ou 2 metros entre mesas. Sugere-se que a capacidade do salão leve em conta 9m² por pessoa, ou seja, um salão com 90m² só pode ter 10 pessoas juntas por vez;
  • Distanciamento de 1 metro em filas e entre os colaboradores da cozinha;
  • Orientar os garçons e bartenders a manter uma distância segura do cliente durante o atendimento, sem contato físico e também conversando apenas o necessário cuidando da dispersão de gotículas de saliva;
  • Reforço na higienização de superfícies e piso com detergentes e sanitizantes adequados;
  • Lixeiras providas de tampa e pedal, sem acionamento manual e higienizadas diariamente;
  • Comandas individuais devem ser higienizadas a cada uso;
  • Cubra a máquina de pagamentos com filme plástico e higienize a superfície após cada uso;
  • Repense o modelo do cardápio, se possível abolindo o menu físico. Se não for possível, utilize folhas plastificadas que possam ser higienizadas após cada uso;
  • Objetos e superfícies que sejam tocados constantemente devem ser higienizados com frequência utilizando água e sabão ou borrifando álcool 70%. O mesmo vale para balcões, mesas e cadeiras;
  • Banheiros devem ser limpos de hora em hora e ter papel toalha, sabão e álcool em gel 70% para uso dos clientes.

2. Buffet:

  • Recomenda-se que os restaurantes evitem deixar pratos, talheres, guardanapos e copos expostos. Por exemplo, em restaurantes self-service, os talheres podem ser ofertados em sacos de papel;
  • Pratos e talheres devem ser cobertos para não serem contaminados com gotículas de saliva dos clientes. Ofereça itens descartáveis aos clientes;
  • As louças e talheres também devem ser limpos com álcool 70%, e rapidamente retirado assim que o cliente for embora;
  • É necessidade o uso dos anteparos frontal e lateral de vidro sobre as cubas para evitar o contágio por gotículas de saliva. Algo que já é regra da Anvisa;
  • Dispor os temperos em sachês.

3. Cozinha:

  • Reforce as boas práticas na cozinha, com espaço reservado para a higienização de alimentos crus;
  • Frutas, legumes e verduras devem ser sanitizados previamente com produtos específicos disponíveis no mercado;
  • Oriente as equipes a evitarem conversas e gestos desnecessários na cozinha e próximo aos alimentos;
  • Uniformes e equipamentos de proteção individual (EPI) devem ser utilizados individualmente;
  • A limpeza constante com a lavagem das mãos e o uso de álcool 70% devem ser reforçados principalmente na cozinha durante a manipulação de alimentos e utensílios;
  • Colaboradores com qualquer sintoma de enfermidade ou problema de saúde deve ser afastado do serviço;
  • Mantenha o ambiente da cozinha e salão bem ventilados.

4. Delivery:

  • Campanhas de conscientização da necessidade de os entregadores higienizarem as mãos constantemente entre uma entrega e outra e no retorno ao estabelecimento;
  • Evitar contato físico ou conversas desnecessárias entre entregador e os clientes;
  • Limpeza das mãos após receber o pagamento do cliente seja no manuseio da máquina de cartão, seja lidando com dinheiro em espécie;
  • Individualize embalagens para viagem com lacres. Embale cada tipo de alimento separadamente.

Fontes:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *